Piove bellezza: Chove beleza

Piove bellezza
Chove beleza
Chove beleza
Quando o olho físico é atingido por algo particular, envia um impulso ao coração, que vê com o seu «próprio olho». A prontidão dos reflexos, guiada por ambos os olhos físicos e em vibração conjunta com o cardíaco, faz com que o impulso seja irreprimível e que o artista, seja quem for, capte, eternize, fixe, descreva essa sensação através da fotografia, da escultura, da pintura ou da poesia.
A união que daí resulta não contrasta com a ideia dos artistas: cada um, à sua maneira, quer dar relevo à outra forma expressiva, reconhecendo-lhe os méritos inspiradores.
Na prática, se eu não tivesse visto esta imagem, à qual não sei dar um adjetivo, não teria tido a inspiração para esta composição em decassílabos. Um sincero agradecimento ao autor, o fotógrafo Alberto Ghizzi Panizza, e à página do Facebook Siena Siena Meraviglia d’Italia, que a publicou.
Enquanto Dostoiévski escreve que «a beleza salvará o mundo»,* Gógol afirma que «se a Arte não realiza o milagre de transformar a alma do espectador, não passa de uma paixão passageira».*
Chove beleza
Quando o olho que passa a observa
e o coração permanece tocado,
até a água caída do céu
enriquece aquele manto molhado,
refletindo a imagem verdadeira
do seu Duomo que se ergue altaneiro
lá no coração da mágica Siena.
Aquele azul riscado de laranja
parece o Manto da Virgem Mãe
que protege os filhos de Siena
dando um sentido de paz divina.
São Miguel ergue-se com ímpeto
com a lança nas alturas dos céus,
repreendendo quem quer que ouse
ofender essa Urbe elevada
à Virgem Mãe Advogada.
Florença, 25/11/2022, 19h57
Imagem: Alberto Ghizzi Panizza
www.albertoghizzipanizza.com
*Referências literárias de Tommaso Palamidessi
“L’Ascesi artistica, i Colori, la Pittura”, Prima Parte, pp. 42, 43
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